A cabeça da nossa estrela cintilava no carrosel dos horrores. A imprensa e o público rasgavam sua carne como animais famintos em busca de respostas. Por que diabos esta mulher sorria com músculos cada vez mais doentios? "Psicótica!" "Doente!" "Animal!" - Seu coraçãozinho de gazela padecia aos poucos na umidade de sua caverna vazia - vazia e sem ecos, nem rabiscos - vazia e sem história. WHO ARE YOU, ELZA?
A comunidade médica interessou-se paulatinamente pelo caso. Eletrodos e biópsias, alimentos a base de capim, tudo caminhava para a suposta revelação do enigmático âmago de Elza. Foi quando, graças a Doctor Silverstein, uma enzima de formato hexagonal encontrada nos molhos Coreheart tomou o foco das discussões.
Mr. Loverson era um homem de ambições desmedidas. Sedento por sucesso, fez uma encomenda químico-neurológica a um evil cientista chamado Wah-Wah. Wah-Wah injetou a substância na cobaia de Loverson, engessando seu sorriso e interferindo em seu sistema circulatório - agora, livre do aspecto pedinte, a moça estava pronta para encabeçar a revolução conceitual da alegria e da despreocupação, simbolizada pelo rubro do tomate Coreheart. Não havia risco algum; a quantidade da substância a ser diluída na produção industrial era sensata. Porém, a pressão da mídia e o vale-molho-de-tomate transformavam aos poucos nossa Lindonéia em uma twiggy lisérgica do mesmo calibre do Coringa!
É assim que ela passa de guia espiritual das donas-de-casa a pioneira do GLAM ROCK, apavorando com o make-up perpétuo imposto pela família LOVERSON e seu mirabolante plano de dominação do mundo. Depois de tudo, Elza cai com o mesmo prosaismo de qualquer outra estrela patife - mas engorda e deprime-se de forma peculiar... para agora, trinta anos depois, cumprir sua vingança no Embate Final
quarta-feira, 4 de julho de 2007
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3 comentários:
o que mais me chamou atenção foi o embate final. quero dizer que está prendendo o leitor? mais ou menos, essa coisa botox/coringa (lembrei agora daquela cena clássica do filme do batman, em que há uma âncora de jornal que morre de rir, é demais!rs), enfim... esqueci o que ia dizer: preciso reler o que eu escrevi.
ah!essa coisa de lata de tomate versus (mais?) botox igual a sorriso... não sei. EU, felipe, não gostei, não gostei porque antes de vc sugerir algo, eu já sabia.
mas quero ler o final. porque (serei alarmista, ui!rs): ou vc vai acertar no embate final (olha que metáfora linda: acertar como páris acertou o calcanhar de aquiles), ou vai errar bonito.
.......... inté.
inté.
uau!
Felipe, que pressão, hein?
Pois é, tenho consciência de que os elementos da histótia não são originais e nem a estrutura da narrativa o é, mas... e daí? eu acho divertido manusear milhares de imagens que 'não me pertencem' e montar uma história minha. afinal, a obrigação de fazer algo interessante e único é um saco. Desde o começo não foi essa a minha preocupação: olhos mais atentos perceberiam de cara que não há nada de tão psicodélico ou inusitado no enredo. estou brincando com linguagem e imagens, tentando manter o texto amarrado... e é isso!
algo contra?! :D
não quis fazer do meu comentário uma análise crítica das: categorias da narrativa nem nada (mesmo porque não saberia fazer, e não à toa que falta um "olhar mais atento" meu).
era só - e só -um comentário(zinho). mas, pelo jeito, não fui feliz.
de uma piada que fiz vc levou a sério, visto que seu comentário tem um tom totalmente defensivo (um tom que não sei explicar).
de todo modo, isso não importa mais, acho que vc não gostou e por isso me desculpe, sinceramente.
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