Pára o mundo,
tô sofrendo!
segunda-feira, 28 de maio de 2007
sábado, 19 de maio de 2007
The Mamas And The Papas - Glad To Be Unhappy
Fools rush in, so here I am
Awfully glad to be unhappy
I can't win but here I am
More than glad to be unhappy
Unrequited love's a bore, yeah
And I've got it pretty bad
But for someone you adore
It's a pleasure to be sad
Like a straying baby lamb
With no mama and no papa
I'm so unhappy
(I'm so unhappy)
yeah
Unrequited love's a bore, yeah
And I've got it pretty bad
But for someone you adore
It's a pleasure to be sad
Like a straying baby lamb
With no mama and no papa
I'm so unhappy
(I'm so unhappy)
yeah
But oh so glad
By the way, I fixed the last chapter. I hope you like it.
Fools rush in, so here I am
Awfully glad to be unhappy
I can't win but here I am
More than glad to be unhappy
Unrequited love's a bore, yeah
And I've got it pretty bad
But for someone you adore
It's a pleasure to be sad
Like a straying baby lamb
With no mama and no papa
I'm so unhappy
(I'm so unhappy)
yeah
Unrequited love's a bore, yeah
And I've got it pretty bad
But for someone you adore
It's a pleasure to be sad
Like a straying baby lamb
With no mama and no papa
I'm so unhappy
(I'm so unhappy)
yeah
But oh so glad
By the way, I fixed the last chapter. I hope you like it.
quinta-feira, 17 de maio de 2007
Considerações finais a respeito do último post
Queridos leitores... pelos céus! Vou começar a fazer mais textos ruins! É, o circo pegou fogo mesmo (sinal de metal ao lado da palavra) e os ânimos se exaltaram um pouco, mas está tuuuuuuudo bem, rumo à Santa Paz de Deus. A repercussão do texto não finalizado criou polêmica, coisa e tal, e o que quero dizer é:
# Felipe, aprecio muito os teus comentários. Quanto a mágoas causadas por crítica, relaxa! Eu estou tratando isso (haha), e quero mais é que fales, tu e os outros;
# Audrien, a inspiração macabeística é mesmo explícita. No entanto, as personagens vão se revelar bastante diferentes ao longo da trama, que ainda conta com mais três ou quatro capítulos; o fato de você ter mostrado sua indignação diante da "obra-prima" negligenciada mostra quão honesta você é, o que não me incomoda de maneira alguma, mas, pelo contrário, me faz sentir segura;
# Lê, eu tenho um carinho enorme por ti, e gostaria muito que tu continuasse comentando. Lembro da nossa fase cósmica e badulaqueira, das trocas. Por que tu não voltas a escrever? Sempre há tempo! Acho que o problema do comentário foi causado justamente pelo afeto que temos uma pela outra: você quis me proteger, o que achei lindo, mas, quando achar necessário, vê se baixa o cacete, pô!;
# João, meu tuduxo: tu fizeste o papel do deixa-disso. E por acaso te sobrou outro? Está se tornando um grito unânime: faz um blógue!;
# No mais: o texto ficou definitivamente inacabado. Aconteceu que eu fiquei tão cansada de fazer aquilo do Paint (também fiz outros modelos) e eu já estava ficando tão ansiosa para responder a vocês que acabei postando assim, na impulsividade e no cansaço, pensando que depois eu o consertaria - e ainda vou;
*A questão do comentário é inegavelmente complicada - ainda mais publicamente. O medo de agredir, de exagerar em um adjetivo ou de botar abaixo alguém de que gostamos existe, mas devemos ser sinceros se queremos ajudar alguém. Vocês são todos meus amigos e não precisam haver receios opinativos, a menos que envolvam a minha mãe;
* De resto, a odisséia da empresa dos Loverson e da ELZA é antes de tudo um exercício narrativo, com ênfase em linguagem e descrição. Estou me aprimorando, ok? É natural que a história pareça um pouco estéril às vezes... estou tentando me esconder e focar nos fatos: talvez seja esse o principal motivo para a estética parecer tão pop.
Beijos,
MUITO obrigada pelas constribuições...
A.
# Felipe, aprecio muito os teus comentários. Quanto a mágoas causadas por crítica, relaxa! Eu estou tratando isso (haha), e quero mais é que fales, tu e os outros;
# Audrien, a inspiração macabeística é mesmo explícita. No entanto, as personagens vão se revelar bastante diferentes ao longo da trama, que ainda conta com mais três ou quatro capítulos; o fato de você ter mostrado sua indignação diante da "obra-prima" negligenciada mostra quão honesta você é, o que não me incomoda de maneira alguma, mas, pelo contrário, me faz sentir segura;
# Lê, eu tenho um carinho enorme por ti, e gostaria muito que tu continuasse comentando. Lembro da nossa fase cósmica e badulaqueira, das trocas. Por que tu não voltas a escrever? Sempre há tempo! Acho que o problema do comentário foi causado justamente pelo afeto que temos uma pela outra: você quis me proteger, o que achei lindo, mas, quando achar necessário, vê se baixa o cacete, pô!;
# João, meu tuduxo: tu fizeste o papel do deixa-disso. E por acaso te sobrou outro? Está se tornando um grito unânime: faz um blógue!;
# No mais: o texto ficou definitivamente inacabado. Aconteceu que eu fiquei tão cansada de fazer aquilo do Paint (também fiz outros modelos) e eu já estava ficando tão ansiosa para responder a vocês que acabei postando assim, na impulsividade e no cansaço, pensando que depois eu o consertaria - e ainda vou;
*A questão do comentário é inegavelmente complicada - ainda mais publicamente. O medo de agredir, de exagerar em um adjetivo ou de botar abaixo alguém de que gostamos existe, mas devemos ser sinceros se queremos ajudar alguém. Vocês são todos meus amigos e não precisam haver receios opinativos, a menos que envolvam a minha mãe;
* De resto, a odisséia da empresa dos Loverson e da ELZA é antes de tudo um exercício narrativo, com ênfase em linguagem e descrição. Estou me aprimorando, ok? É natural que a história pareça um pouco estéril às vezes... estou tentando me esconder e focar nos fatos: talvez seja esse o principal motivo para a estética parecer tão pop.
Beijos,
MUITO obrigada pelas constribuições...
A.
segunda-feira, 14 de maio de 2007
III
Era tudo muito simples: todas as garotas até agora tinham sido branco no branco. Roupas e cabelos e sorrisos corretos não fariam delas superstars. Porém, se T.J. Senior conseguisse provar que até mesmo aquela criatura triste - e pensou “tris-te” no sentido mais profundo da palavra - pudesse encarnar as cores da vida quando diante de uma lata de molho do tomate Coreheart, então seu produto seria convincente: seu coringa estava na transformação; no antes e depois; no PAFT PUM.
Chamou a dita-cuja Elza, contando-lhe sobre seus planos.
- Você será o maior ícone já criado pela publicidade! Superior à Moça! Ao Quacker! À GINA!
E Elza olhava, baixando mais as sobrancelhas.
O trabalho foi árduo. Não havia Cristo capaz de abençoá-la com a mínima carga dramática. Contrataram um treinador facial. Chamaram Ronald McDonald para influenciá-la. Trouxeram números de circo com deficientes e mulheres barbadas.
nada.
Até que um dia, sob o manto da luz, eis que Elza contraiu os músculos de seu rosto e surgiu-lhe nos lábios um sorriso um pouco bambo. A comoção da equipe foi grande: parafernálias a posto, luz, câmera, ação, corta! Dou aos leitores o deleite de um dos quadros da filmagem:

Elza se tornou um ícone da cultura pop gastronômica. Convidada para festas, shows e entrevistas, seu carisma crescia vertiginosamente a medida em que seu charme conceitual trocava passos com as novas modas. Elza era vanguarda - Elza era MAIS ELA. Cozinhava com uma alegria triunfante e blasé, e ao final do primeiro ano de campanha foi laureada com um Vale-Molho-de-Tomate vitalício.
A contagiante energia de nossa heroína elevou as vendas dos Loverson ao teto azul. Como inspiração e guia dos corações domésticos, Elza fizera um ótimo trabalho: todas as cozinheiras, donas-de-casa ou não, estavam servindo uma alegria jamais vista antes nas mesas de seus lares.
Mas seria somente em 1968 que uma entrevista de Elza na TV eletrizaria a massa civil - cabelos em choque, dentes trincados! Nossa campeã paralisou o país por alguns minutos.
(to be continued)
Chamou a dita-cuja Elza, contando-lhe sobre seus planos.
- Você será o maior ícone já criado pela publicidade! Superior à Moça! Ao Quacker! À GINA!
E Elza olhava, baixando mais as sobrancelhas.
O trabalho foi árduo. Não havia Cristo capaz de abençoá-la com a mínima carga dramática. Contrataram um treinador facial. Chamaram Ronald McDonald para influenciá-la. Trouxeram números de circo com deficientes e mulheres barbadas.
nada.
Até que um dia, sob o manto da luz, eis que Elza contraiu os músculos de seu rosto e surgiu-lhe nos lábios um sorriso um pouco bambo. A comoção da equipe foi grande: parafernálias a posto, luz, câmera, ação, corta! Dou aos leitores o deleite de um dos quadros da filmagem:
Elza se tornou um ícone da cultura pop gastronômica. Convidada para festas, shows e entrevistas, seu carisma crescia vertiginosamente a medida em que seu charme conceitual trocava passos com as novas modas. Elza era vanguarda - Elza era MAIS ELA. Cozinhava com uma alegria triunfante e blasé, e ao final do primeiro ano de campanha foi laureada com um Vale-Molho-de-Tomate vitalício.
A contagiante energia de nossa heroína elevou as vendas dos Loverson ao teto azul. Como inspiração e guia dos corações domésticos, Elza fizera um ótimo trabalho: todas as cozinheiras, donas-de-casa ou não, estavam servindo uma alegria jamais vista antes nas mesas de seus lares.
Mas seria somente em 1968 que uma entrevista de Elza na TV eletrizaria a massa civil - cabelos em choque, dentes trincados! Nossa campeã paralisou o país por alguns minutos.
(to be continued)
terça-feira, 8 de maio de 2007
II
Eram os SIXTIES. O avô de T.J. Loverson selecionava atrizes bem-apanhadas para o papel da feliz dona-de-casa que coloriria o lar e o paladar de seus amados familiares em um comercial dos produtos Coreheart. Milhares foram as tentativas, mas todas as garotas exalavam um perfume catastroficamente banal, inserindo em suas performances um tom meio FAKE. Eram em geral altas, magras, com cabelos curtos e largos quadris, valorizados por amplas saias e pelos saltos enormes e grossos. O que lhes faltava, porém, nosso velho old man pôde pôr em palavras de tamanha perspicácia que nem mesmo a narradora ousaria substituir.
- Essas moças são todas putas pagas.
Entre os sets de filmagem, o homem fumava um cigarro quando, lamuriento, enxergou a face da dor: uma mulher assistia imóvel ao programa de vendas de Ernst. Ela estava na platéia vendo um processador de legumes funcionar. Tinha o pescoço levemente inclinado para o eletrodoméstico enquanto mantinha as mãos cruzadas sobre o vestido azul claro. Boca semi-aberta e sobrancelhas muito baixas: o velho não soube se ela estava pra sorrir ou se ia chorar. Aproximou-se dela dizendo-lhe:
- COM LICENÇA, Moça... a senhora faz o quê?
- Ahn?
- Digo, moça... em que você trabalha?
- Eu gosto de fazer pipoca.
- O quê?
- Ahn? É, pipoca, eu passo o dia fazendo pipoca.
O velho perguntou se isso a fazia feliz. Ela o olhou com perplexidade, sem nada responder. Foi então que ele teve um Insight.

¡ ALEA JACTA EST !
(to be continued)
- Essas moças são todas putas pagas.
Entre os sets de filmagem, o homem fumava um cigarro quando, lamuriento, enxergou a face da dor: uma mulher assistia imóvel ao programa de vendas de Ernst. Ela estava na platéia vendo um processador de legumes funcionar. Tinha o pescoço levemente inclinado para o eletrodoméstico enquanto mantinha as mãos cruzadas sobre o vestido azul claro. Boca semi-aberta e sobrancelhas muito baixas: o velho não soube se ela estava pra sorrir ou se ia chorar. Aproximou-se dela dizendo-lhe:
- COM LICENÇA, Moça... a senhora faz o quê?
- Ahn?
- Digo, moça... em que você trabalha?
- Eu gosto de fazer pipoca.
- O quê?
- Ahn? É, pipoca, eu passo o dia fazendo pipoca.
O velho perguntou se isso a fazia feliz. Ela o olhou com perplexidade, sem nada responder. Foi então que ele teve um Insight.

¡ ALEA JACTA EST !
(to be continued)
segunda-feira, 7 de maio de 2007
BUSY
That's how I've been.
Sou capaz de desmanchar com o simples abrir de portas de um porteiro. Ontem peguei um ônibus errado e segui rumo ao infinito. O ar-condicionado estava congelante dentro dele, mas pelo menos eu não estava nem cá nem lá. Patinei no gelo infalso por um tempo até aterrisar. Eu estava completamente vidrada. Não fosse uma ligação de celular, acho que teria permanecido ali, no meio do caminho. No meio da tentativa. No meio do esforço. Teria vivido para sempre à beira de todas as obrigações, das quais venho tentando desesperadamente me ver livre. Queria ter me esquecido de mim. Olhei com olhos de girafa sedada para o mendigo que esmolava na calçada. Estive a menos de um metro do completo abandono, pronta a vencer os joelhos que insistiam em me manter paralisada. O que sou é órfã, não adulta. O meu corpo inteiro doía de cansaço. Foi então que o maldito celular tocou, mentira!, telefonei em choque para o meu amor dizendo que eu não sabia onde estava. Ele disse que eu devia pegar um ônibus e parar de me pôr em risco. Abanei para o mendigo... e saí.
Sou capaz de desmanchar com o simples abrir de portas de um porteiro. Ontem peguei um ônibus errado e segui rumo ao infinito. O ar-condicionado estava congelante dentro dele, mas pelo menos eu não estava nem cá nem lá. Patinei no gelo infalso por um tempo até aterrisar. Eu estava completamente vidrada. Não fosse uma ligação de celular, acho que teria permanecido ali, no meio do caminho. No meio da tentativa. No meio do esforço. Teria vivido para sempre à beira de todas as obrigações, das quais venho tentando desesperadamente me ver livre. Queria ter me esquecido de mim. Olhei com olhos de girafa sedada para o mendigo que esmolava na calçada. Estive a menos de um metro do completo abandono, pronta a vencer os joelhos que insistiam em me manter paralisada. O que sou é órfã, não adulta. O meu corpo inteiro doía de cansaço. Foi então que o maldito celular tocou, mentira!, telefonei em choque para o meu amor dizendo que eu não sabia onde estava. Ele disse que eu devia pegar um ônibus e parar de me pôr em risco. Abanei para o mendigo... e saí.
terça-feira, 1 de maio de 2007
I
One sunny day the world was waiting for a lover... e assim começava mais um dia da promissora carreira de T.J. Loverson. Com apenas poucos movimentos já sentia-se pronto para entrar em campo, pulando no mesmo lugar e esticando violentamente o pescoço em todas as direções, porque espreguiçar-se, afinal, era coisa de preguiçoso. Saía de casa em sua BMW grafite quando algumas garotas acenaram-lhe alegres. Em direção à empresa da família, o rapaz de vinte e três anos ouvia BEATLES.
A quatro semáforos de seu apartamento, T.J. viu uma mancha de sangue escorrendo pelo vidro da frente: 'Que é isso?', pensou. Seria o sinal vermelho derretendo-se no calor infernal que fazia fora de seu carro? Pois estendeu a mão para cima, enfiando-a pelo teto solar e descobriu: "Coreheart, Bota Alegria na sua Mesa!". Por que alguém lhe atiraria uma lata de tomates processados? Tinha ele sido conivente com a poluição da atmosfera? Causara ele algum dano a camada de ozônio? Usara animais indefesos para a confecção de luvas ou cosméticos? Não. 'Sou inocente!', bradou. O que o garoto não sabia, porém, era que os filhos pagam pelos pecados dos pais e, algumas vezes, pelos pecados dos pais dos pais.
Chegando ao office, T.J. Loverson carregava a pulga atrás da orelha. Aprendera desde cedo a amar os tomates, e estava decidido a não poupar esforços para a ascensão dos prestigiados molhos Loverson Co. Durante o almoço, comentou com seu avô sobre o episódio da manhã: 'Mas meu filho, Coreheart?', perguntou o avô, em uma camisa amarelo-creme que lhe dava ares de ovo frito apimentado – é que tinha manchas de sol, o homem. 'Sim, grandpa. Coreheart! Quem serão estes vis concorrentes?' – e o velho, num suspiro de confessionário, disse-lhe que este era o antigo nome do produto que agora administravam. Os motivos da troca de nome eram até então obscuros; mas eis que, num impasse do destino, a trágica história de uma mulher começaria a ser contada.
A quatro semáforos de seu apartamento, T.J. viu uma mancha de sangue escorrendo pelo vidro da frente: 'Que é isso?', pensou. Seria o sinal vermelho derretendo-se no calor infernal que fazia fora de seu carro? Pois estendeu a mão para cima, enfiando-a pelo teto solar e descobriu: "Coreheart, Bota Alegria na sua Mesa!". Por que alguém lhe atiraria uma lata de tomates processados? Tinha ele sido conivente com a poluição da atmosfera? Causara ele algum dano a camada de ozônio? Usara animais indefesos para a confecção de luvas ou cosméticos? Não. 'Sou inocente!', bradou. O que o garoto não sabia, porém, era que os filhos pagam pelos pecados dos pais e, algumas vezes, pelos pecados dos pais dos pais.
Chegando ao office, T.J. Loverson carregava a pulga atrás da orelha. Aprendera desde cedo a amar os tomates, e estava decidido a não poupar esforços para a ascensão dos prestigiados molhos Loverson Co. Durante o almoço, comentou com seu avô sobre o episódio da manhã: 'Mas meu filho, Coreheart?', perguntou o avô, em uma camisa amarelo-creme que lhe dava ares de ovo frito apimentado – é que tinha manchas de sol, o homem. 'Sim, grandpa. Coreheart! Quem serão estes vis concorrentes?' – e o velho, num suspiro de confessionário, disse-lhe que este era o antigo nome do produto que agora administravam. Os motivos da troca de nome eram até então obscuros; mas eis que, num impasse do destino, a trágica história de uma mulher começaria a ser contada.
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