"Partimos da diferença entre modernidade e Antigüidade em Schiller. Repetir a mímesis antiga no contexto moderno levaria a resultados rejeitáveis, pois a modernidade “feia” ou prosaica não oferece condições representativas para uma bela arte. Ela obriga o artista a uma reflexão - a poesia sentimentalista - em direção a um ideal possível que contrasta com o real e se apresenta no medium estético como antecipação de uma beleza futura. Pode-se entender essa antecipação como processo infinito na procura do ideal inalcançável, que repete a natureza bela dos antigos apenas potencialmente e aproximativamente. O artista ingênuo, sem necessidade de uma auto-reflexão, era natureza, enquanto o sentimentalista, marcado pela sensação de déficit e por isso atuando no campo do possível, procura a natureza perdida."
Schiller acreditou que a Revolução Francesa purificaria os valores políticos e sociais do estado, possibilitando o ideal da educação através da estética, que por sua vez marcaria o retorno à arte elevada da antigüidade clássica... e ao imaginar tamanha esperança, chorei. E acho que ele chorou também.
quarta-feira, 4 de julho de 2007
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Um comentário:
vc está tocando em temas que tenho agonia.rs. agonia por me serem caros.
não vou comentar por enquanto, embora eu tenha uma pulga nova na orelha que poderia tentar criticar.
mas escrevo: não só para constar que li e pensei sobre, como também para dizer que vc não está sozinha nessa empreitada (isso ajuda? enfim... ME ajuda, ao menos...).
um abraço
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