quarta-feira, 21 de março de 2007

Velhice

Hoje estou despedaçada

Tenho o peso de mil almas

encarceiradas dentro de mim

Como se o destino do mundo fosse meu,

e sou toda religião e sou todo o pecado,

um copo de glória na beira do abismo.

Tenho o peso de mil almas

estou estúpida e só diante de um teto

todo meu.

Tenho o peso de mil almas

pesando como bolos e confeitos,

e drinques infernais e lágrimas e

sêmen,

tenho a medida da asa da borboleta

porque hoje,

mais do que nunca hoje,

estou erguida na parede do meu próprio altar

vazio.

Um comentário:

João disse...

Amanda,

you got what it takes, babe!

Esse poema tá muito bom.

Uma série de expressões muito boas, (e próprias).

Eu sempre soube que o teu universo particular

rendia um caldo muito bom pra poesia.

Te Amo!


Beijos

You go Girl !!!!